Então mergulham num mar de amargura
e o sadismo de uma esperança
os mantêm vivos.
“Essa não é a história da minha vida, é a história de como eu morri… “
Queria gritar, rasgar a garganta…
Há tanta coisa engasgada, queria vomitar todas essas palavras presas.
Correr, correr tanto, e só parar quando notar que o chão acabou com o meu sapato
Me esfregar no asfalto, deixar carne viva o que eu um dia sempre preservei.
Enfiar minha mão dentro de mim, e arrancar tudo que eu conseguir… deixar tudo completamente vazio, não só a mente, todo meu corpo, toda a nojeira que existe dentro dele
Arranhar ainda mais os braços, até que algum corte faça a diferença.
Vivendo um duelo constante, com a dor e o prazer.

Eu gostaria de saber se algum dia eu irei sofrer por algo que valha a pena… Eu digo, que VALHA A PENA, ou seja, não estou falando de sofrer por amor.
Dá um ódio em tentar revisar os anos que passei triste , todos com o mesmo motivo, essa droga denominada de Amor… E a questão não é de ” aprendemos com os erros ” pois errar é humano, mas insistir no erro é burrice, ou seja, sou a maior burra desse mundo nojento.
Mundo? Eu disse mundo? Bom, já que toquei no assunto, vamos falar dele…Nossos desejos socialmente fundidos, nosso corpo tão complexo guiados por mentes tão fracas…Tão fracas que procuramos dar explicações ridículas para o começo de tudo isso… Simplesmente porque não aguentam esse vazio que causa quando questionamos a existência desse tal ser supremo… Uma incerteza, uma idiotice…
Você carrega um troféu de sentimentos, um troféu de pensamentos incríveis…Você deita no travesseiro e se conforta com o simples pensamento de que está tudo bem.
Isso, faça igual eu já fiz um dia, jogue os problemas todos pra baixo de um enorme tapete… Espero que consiga manter esse tapete com as coisas bem escondidas, pois minhas decepções e ódios fizeram com que as coisas escapassem pelos lados do tapete que eu tinha criado.
Me sinto adiantada, mais adiantada de que muitos, me sinto sozinha, me sinto desamparada…
Porém, que se foda.
E ah, feliz dois mil e dose… que bem poderia ser mesmo o ano do fim do mundo… precisa dar um basta nessa nojeira toda.





